Geneticista, entomólogo e uma das mentes mais influentes da ciência brasileira — o pesquisador que decifrou a genética das abelhas e ajudou a moldar instituições de pesquisa por todo o país.
1922 — 2018Sobre ele
Formado engenheiro-agrônomo pela Esalq-USP, Warwick Kerr tornou-se um dos maiores especialistas em genética de abelhas do mundo. Em 1956, introduziu rainhas de abelhas africanas no Brasil para melhorar a produção de mel em clima tropical — um passo que, cruzado com as abelhas europeias já presentes no país, deu origem às abelhas africanizadas hoje disseminadas pelas Américas.
Foi o primeiro diretor científico da FAPESP, dirigiu o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e presidiu a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Em 1990, tornou-se o primeiro brasileiro eleito para a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Em Uberlândia
Em 1988, já com décadas de carreira, Kerr se transferiu para a Universidade Federal de Uberlândia como professor. Ali, repetiu o padrão que marcou toda sua trajetória: formar equipes e estruturar linhas de pesquisa que continuam ativas muito depois de sua partida.
Em 1994, implantou o Programa de Pós-Graduação em Genética e Bioquímica da UFU, sendo seu primeiro coordenador. Aposentou-se formalmente em 1992, aos 70 anos, mas seguiu atuando como professor colaborador — lançando as bases do que hoje é o Instituto de Biotecnologia da instituição.
Trajetória
A caminho
Estamos organizando entrevistas, imagens de arquivo e depoimentos sobre a trajetória de Warwick Kerr em um repositório de vídeos completo. Esta página será substituída assim que o novo endereço estiver no ar.
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